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Histórico |
Contribuição
do Cel. Walter Kluge Guimarães
I
- FASE INICIAL
a)
PREMISSAS
Criação de um espaço de divulgação histórico-cultural,
abrigando, de forma modular, o acervo da Cavalaria
Brasileira, nas diversas fases da história, podendo
inclusive, opcionalmente, funcionar como extensão do
Museu do Exército do forte de Copacabana.
b)
APRESENTAÇÃO DA IDÉIA INICIAL DE CRIAÇÃO DO MUSEU DA
CAVALARIA
REUNIÃO
DO CONSELHO CURADOR DA FUNDAÇÃO
REALIZADA
EM 17 DE OUTUBRO DE 1991
(transcrição
da ATA)
Aos dezessete dias do mês de outubro do ano de mil
novecentos e noventa e um reunidos no Cassino dos Oficiais
do Regimento Osorio às vinte e trinta horas, sob a Presidência
do Conselheiro FERNANDO SÉRGIO GALVÃO, foi aberta a
reunião pelo conselheiro General EDISON BOSCACCI GUEDES,
Presidente de Honra da Fundação Parque Histórico
Marechal Manoel Luis Osorio, que ressaltou e agradeceu a
presença do Dr Portela, Conselheiro e colaborador da
Fundação. Após então passou a palavra ao Presidente
Executivo. O Coronel FERNANDO iniciou cumprimentando do
Conselheiro CARBONEL pelo ingresso na ECEME, o que foi
aplaudido por todos. Após começou a falar sobre a situação
do Comodato com a Turiscar do Brasil, que está
desatualizado e abaixo do preço de mercado. Fez então
uma proposta a Direção da Turiscar, de aumento de cem
por cento na baixa temporada e o pagamento de trinta por
cento do faturamento líquido na alta temporada. A
Turiscar fez uma contra-proposta, apresentando duas opções:
aumento de cinqüenta por cento na alta e baixa temporada,
ou aumento de cinqüenta por cento na baixa temporada e
pagamento de quinze por cento do faturamento líquido da
alta temporada. Foi aprovada por todos os Conselheiros a
segunda opção, a seguir, passou a falar sobre a festa da
inauguração do busto do Ministro ANDREAZZA, ressaltando
o patrocínio da Sultepa, na pessoa do Dr Portella. Esse
busto será colocado na Praça dos Estados, local amplo
que futuramente poderão ser colocados outros bustos. Foi
falado sobre a proposta da programação para está
inauguração, que seria a seguinte: Missa Campal,
palavras do Gen Edison, palavras do Dr Portela, palavras
do filho do Ministro ANDREAZZA, palavras do Gen EGEO. Porém
após vários apartes de alguns Conselheiros, foi decidido
que na solenidade de inauguração do busto, falariam o
Gen EGEO e o Gen EDISON e depois seria depositado uma
corbelha de flores por três antigos funcionários da
Sultepa, que trabalharam com o Ministro ANDREAZZA. Após
então seria servidos um coquetel e um churrasco, em que o
Dr Portela faria a entrega de uma placa a viúva do
Ministro ANDREAZZA, e também diria algumas palavras.
Finalizando o filho do Ministro ANDREAZZA encerraria os
discursos fazendo os agradecimentos. Está proposta foi
aprovada por aclamação por todos os Conselheiros. O
Conselheiro Cel BUENO tomou a palavra, dizendo que o
programa Câmara 2, teria interesse em entrevistar alguém
que tivesse trabalhado com o Ministro ANDREAZZA na construção
do Parque. Foi então decidido que o Gen EDISON,
participaria desse programa, porem após a inauguração
do busto. O Gen EDISON fez questão de citar mais uma vez,
que toda a parte financeira dessa homenagem, foi
patrocinada pela Sultepa, na pessoa do Dr Portela, citando
que toda a bebida para o churrasco, ficara por conta da
antártica, na pessoa do senhor Hélio Cora. O cel
FERNANDO fez uma exposição sobre os trabalhos já
realizados, para a implantação do albergue da juventude,
destacando a participação do sargento Adão Sérgio e
sua equipe nesses trabalhos, que já se encontram bastante
adiantados.Informou também aos conselheiros, que os novos
estatutos da fundação já estão devidamente legalizados
no cartório da Comarca de Osorio, destacando a atuação
da comissão presidida pelo Gen DANIEL. O Conselheiro
GUIMARÃES tomou a palavra, fazendo uma explanação de um
documento, em que redige detalhadamente tudo sobre a criação
do Museu da Cavalaria, documento esse após lido entregue
ao Gen EDISON. Todos então aprovaram por aclamação a
criação desse Museu. Solicitou que fossem incluídos
nesta comissão os Gen EGEO e Daniel. O que foi aceito por
todos. Foi apresentada uma sugestão do General EGEO, para
que a Comissão propusesse ao EB, que cada material lançado
pelo Exército, pelo menos um deveria ser destinado ao
Museu da Cavalaria. A proposta foi aceita por todos. O
Conselheiro CARBONELL tomou a palavra, fazendo vários
apartes sobre a implantação desse Museu, citando a sua
larga experiência em assuntos relacionados a museologia.
Falou também sobre a inclusão de Conselheiros mais
jovens para a fundação, visando com isso à continuidade
dos trabalhos da Fundação. Finalmente o gen EDISON, propôs
face ao adiantado da hora que o assunto sobre o Museu da
FEB fosse discutido numa próxima reunião. O Presidente
de Honra, Gen EDISON encerrou a reunião agradecendo o
comparecimento de todos. Nada mais havendo para tratar eu,
PAULO RINALDO FONSECA FRANCO, servindo de secretario
lavrei a presente ata que depois de lida e achada conforme
foi por mim e pelos conselheiros presentes assinadas.
Gen
Ex Edison Boscacci Guedes
Presidente de Honra da FPHMMLO
Fernando Sérgio Galvão – Cel Cav
Presidente da FPHMMLO
c)
CONSTITUIÇÃO DA COMISSÃO DE CRIAÇÃO DO MUSEU DA
CAVALARIA:
-
Gen Egêo Correa de Oliveira Freitas;
- Gen Daniel Lomando de Andrade;
- Cel Walter Kluge Guimarães;
- Cel Mauro da Costa Rodrigues;
- Maj Antônio Augusto Brisolla de Moura.
d)
MEDIDAS INICIAIS PARA CRIAÇÃO DO MUSEU DA CAVALARIA
BOLETIM
DO CMS nº 065, DE 28 DE NOVEMBRO DE 1991
V
– MUSEU DA CAVALARIA – Autorização de Depósito do
Acervo
Este comando, atendendo solicitação da Fundação Parque
Histórico Marechal Manoel Luis Osorio, autorizou o 8º
Esqd C Mec a ser a OM depositária do acervo, que
constituirá o Museu da Cavalaria, idealizado e em formação
por aquela Fundação.
Of
nº 021 – Circ. do Cmt da 6ª DE
a todas
as organizações militares de cavalaria do exército
brasileiro
(transcrição)
Porto
Alegre, RS, outubro de 1991
1.
Versa o presente expediente sobre a criação do Museu da
Cavalaria do Exército Brasileiro, integrando o Parque
Histórico Marechal Manoel Luis Osorio (PHMMLO)
2. No encaminhamento dos trabalhos, o comando da 6ª Divisão
de Exército, DIVISÃO VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA,
encarregou-se de realizar a divulgação para todas as
organizações militares de Cavalaria do Exército
Brasileiro, distribuindo uma cópia do documento inerente
ao assunto em questão.
3. Nesse documento são especificados os tipos de
materiais que se prestam ao acervo do Museu ao mesmo tempo
em que estabelece o 8º Esqd C Mec, com sede em Porto
Alegre, RS, como guardião do material museificável, até
que o Museu reúna condições de recebê-lo.
4. Sendo assim, o Cmt da 6ª DE, em nome dos conselheiros
do PHMMLO, solicita a esse comando a entrega ao 8º Esqd C
Mec do material que por ventura seja doado, ciente de que
os camaradas de cavalaria não pouparão esforços para
que o Museu da Cavalaria esteja à altura da figura/ do
insigne Patrono da Arma Ligeira.
Gen
Div Aluisio Bolivar Budó
Comandante da 6ª DE
OFÍCIO
AO MINISTRO DO EXÉRCITO, 29 JUNHO DE 1992
(transcrição)
Porto
Alegre, RS, 29 de junho de 1992
1.
A FUNDAÇÃO PARQUE HISTÓRICO MARECHAL MANOEL LUIS OSORIO
tem a grata satisfação de participar a V.Exª que o
conselho consultivo, desta entidade, em reunião plena,
realizada em 17 de outubro de 1991, aprovou por aclamação
a proposição de criação do MUSEU DA CAVALARIA DO EXÉRCITO
BRASILEIRO, a ser implementado no Parque Histórico
Marechal Manoel Luis Osorio, localizado em Tramandaí /
RS.
2. O Museu destina-se a preservar e difundir os aspectos
mais representativos da Cavalaria do Exército Brasileiro
em seus diferentes estágios de evolução, bem como, o
histórico de sua participação na vida nacional.
3. Ao cumprir está finalidade ela haveria, também, de
resgatar das páginas do passado tudo que envolvesse o
nome de seu filho mais ilustre o patrono da Arma-O
MARECHAL OSORIO- daí porque a proposta de localizá-lo
junto ao PARQUE HISTÓRICO MARECHAL MANOEL LUIS OSORIO,
berço de seu nascimento e já possuidor de um valioso e
considerável acervo histórico.
4. Pelo acima exposto vimos por intermédio do presente
expediente solicitar o imprescindível apoio de V. Exª
para a concretização deste desiderato de evocar o
passado e fixar cada vez mais, fortes as raízes que
alimentam o imortal espírito cavalariano.
5. Agradecendo a atenção que temos a certeza, será
dispensada à presente solicitação, aproveitamos a
oportunidade para reiterar a V. Exª os nossos protestos
de elevada estima e distinta consideração.
Gen Ex Edison Boscacci Guedes
Pres de Honra da FPHMMLO
Fernando Sérgio
Galvão – Cel Cav
Presidente da FPHMMLO
OFÍCIO
AOS Gen Ex PARTICIPANDO A CRIAÇÃO DO MUSEU
(transcrição)
Porto
Alegre, RS, 4 de novembro de 1991
Assunto: Criação de Museu
1.
Por delegação da Fundação Parque Histórico Marechal
Manoel Luis Osorio, e em seu nome, temos a grata satisfação
de participar a V.Exª que o Conselho Consultivo da Fundação,
em reunião plena, realizada a 17 de outubro de 1991, após
tomar conhecimento dos estudos em anexo, aprovou por
aclamação a proposição de CRIAÇÃO DO MUSEU DA
CAVALARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO.
2. Ao ensejo, solicitamos encarecidamente o apoio de V.Exª
a fim de que a implantação do museu se torne uma
realidade e manifestamos o testemunho de nossa estima,
admiração e apreço.
Pela
Comissão
Walter Kluge Guimarães – Cel R1
Mauro da Costa Rodrigues – Cel R1
Antônio Augusto Brisolla de Moura – Maj Cav
II
- 2ª FASE
PROJETO
DO MUSEU DA CAVALARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO
(Elaborado
pela Arquiteta Tatiana Weihmann)
1.
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Em 17.10.1991, o Conselho Diretor da Fundação do
Parque Osorio aprovou, por aclamação, exposição de
motivos, objetivando a implantação do “Museu da
Cavalaria do exército Brasileiro”. Após breve
interregno (motivado pela justificada concentração de
esforços da Fundação voltada para a transferência, do
Rio de Janeiro para o Parque dos restos mortais do patrono
da Cavalaria), em fevereiro do corrente ano, sob orientação
do Gen Edson Boscacci Guedes e do Ten Cel Cav Luiz Adolfo
Sodré de castro, respectivamente Presidente de Honra e
presidente da Fundação, foi decidido contatar os
arquitetos, visando a elaboração de um estudo
preliminar.
2. PREMISSAS
As premissas básicas foram transmitidas aos arquitetos
pelo Cel Cav R1 Walter Kluge Guimarães e Cel Cav R1 Pedro
Paulo Cantalice Estigarribia (este último com valiosos
subsídios colhidos junto a diversos museus militares no
exterior), os quais acompanharam de perto as diversas
etapas de elaboração do estudo. Foram
transmitidas/adotadas consensualmente as seguintes
premissas básicas.
2.1
Criação de um espaço de divulgação histórico-cultural,
abrigando de forma modular, o acervo da cavalaria
brasileira, nas diversas fases da história, podendo
inclusive, opcionalmente, funcionar como extensão do
Museu do Exército do Forte de Copacabana.
2.2
Inclusão de funções culturais paralelas, tais como
biblioteca, salas de projeções, conferências e exposições
temporárias.
2.3
Flexibilidade que permitirá expansões futuras.
2.4 adoção de soluções arquitetônicas modernas, porem
perfeitamente inseridas nos valores naturais do Parque,
portanto, sem as características de museu urbano.
3.
ÁREA CONSTRUÍDA
O programa de necessidades estabelecido com base nas
premissas citadas, resultou em uma área coberta de
aproximadamente 1.700m.
4.
LOCALIZAÇÃO E CONCEPÇÃO BÁSICA
4.1 LOCALIZAÇÃO
Respeitando o plano diretor do Parque, decidiu-se pela
localização do museu próximo a outra edificação já
existente, com função afim, o Museu de Armas.
4.2
PARTIDO GERAL
Considerando a ampla área do terreno disponível, e,
principalmente visando permitir aos visitantes maior
comodidade e segurança de circulação, foi adotada uma
solução totalmente térrea, sem necessidade de circulações
verticais.
4.3
ZONEAMENTO
Foram criadas áreas funcionais (zonas bem definidas):
- Área de acervo permanente, com módulos flexível e
anexo para objetos de vulto (tanques/canhões);
- Área de atividades culturais paralelas (biblioteca,
projeções, exposições temporárias);
- Área de serviços ao público (café, loja, praça);
- Área de serviço de apoio (administração, oficina,
alojamento, depósito).
4.4
CONCEPÇÃO BÁSICA
A concepção básica adotada segue a tendência de museus
modernos, resultando em um projeto:
- Flexível (modulado)
- Integrado por visuais com o exterior;
- Com inter-relação de espaço; ·
- Com exploração.
O visitante ao entrar no museu depara-se com um
amplo saguão central, basicamente construído em aço e
vidro, que funciona como área de distribuição de fluxo
aos demais espaços: módulos permanentes, atividades
culturais paralelas, exposições temporárias, loja e
cafeteria.
Os módulos dispõem de circulação lateral,
valorizada como eixo visual, que permite optar por uma
visitação não seqüencial. No módulo anexo foi criada
uma passarela elevada, para permitir uma visualização
superior dos equipamentos pesados.
A maioria dos ambientes de exposição possuem
aberturas de integração com o espaço exterior, porém
sem ensejar incidência solar direta sobre o acervo. Mesmo
com amplas áreas externas inseridas no projeto foi
previsto um acesso único de visitantes, visando eficiente
controle e adequada segurança do conjunto.
Porto
Alegre, 28 de abril de 1995
Manfredo
Weihmann e Eduardo Roberto Arigony
Arquitetos Coordenadores
Carla
Barcelos e Tatiana Weihmann
Arquitetas
-
Elaborado o projeto, foi, o mesmo, levado em mãos, pelo
Gen Edison, Presidente da Fundação, ao Sr Ministro do Exército
para aprovação e concessão de verba.
III
- 3ª FASE
Foi apresentado um novo projeto recebido do Gen
Hans Gerd Haltenburg. Engajamento do Cel Lammes Caminha,
entusiasta na criação do museu e recebimento de subsídios,
como também de uma lança portátil e informações de um
carro de combate M-8 no museu de Petrópolis que gostariam
de trocá-lo por armamento mais leve.
IV
- 4ª FASE
Por longos anos a idéia inicial esteve paralisada
foi reativada neste ano de 2004, com a chegada do novo
Comandante do Regimento Osorio e Presidente da Fundação Cel Cav Valério Stumpf Trindade. Com entusiasmo e
grande visão mostrou que os empecilhos (falta de verbas e
outros motivos), poderiam ser solucionados via uso da Lei
Rouanet. A respeito, deve ser mencionada visita ao Gen Bda
Gilson de Aguiar, Superintendente da FUNCEB, no Hotel de
Trânsito dos oficias na guarnição.
Foi feita uma visita pelos Gen Daniel Lomando de Andrade e
Cel Walter Kluge Guimarães ao Comandante Militar do Sul,
Gen Ex Renato Cesar Tibau da Costa em busca de apoio para
a concretização do Projeto Museu da Cavalaria do Exército
Brasileiro.
Foi constituída uma nova comissão para estudos e
providências, a seguir, visando à implantação do Museu
da Cavalaria:
- Gen Egêo Correa de Oliveira Freitas (Presidente
da Comissão)
- Cel Pedro Paulo Cantalice Estigarribia
- Cel Adilson Falcão da Motta
- Cel Floriano Gonçalves Filho
- Cel Renato Baldissera
- Cel Walter Kluge Guimarães
- Cel Valério Stumpf Trindade
- Arquiteto Eduardo Roberto Arigony
- Arquiteto Manfredo Weihmann
- Arquiteta Tatiana Weihmann
- Ten Noris
O novo projeto apresentado pela arquiteta Tatiana Weihmann e seu escritório foi aprovado pelo conselho na reunião do dia 05 de outubro de 2004. Foi ainda realizada a inclusão
da nova comissão de implantação do Museu da Cavalaria,
composto pela Ten Noris, museóloga do CMS, do arquiteto Eduardo Roberto Arigony, do arquiteto Manfredo Weihmann e da arquiteta Tatiana Weihmann. Foi firmado convênio com a PUC (ver em
http://www.pucrs.br/pucinformacao/download/nfo-nov-04.pdf) que prestará apoio em diversas áreas contribuindo dessa maneira para a concretização do projeto museu.