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Projeto
Museográfico |
O
Projeto Museográfico do futuro Museu da Cavalaria está
sendo desenvolvido, em paralelo como o Projeto Arquitetônico,
por uma equipe conduzida pelo Cel Pedro Paulo Cantalice
Estigarribia e pela Asp Of Andréa Cogan, museóloga do
Regimento Osorio e pelo arquiteto Rodrigo Ustra da Silva
Soares, com apoio de estagiários da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul.
Museu
da Cavalaria – PROJETO MUSEOGRÁFICO
Preâmbulo
A.
TEMÁTICA
O Museu da Cavalaria divulgará aspectos da evolução
militar do Homem, explicará como as mudanças no domínio
da técnica e da ciência
influenciaram o modo de combater e descreverá o
papel dos cavalarianos na consolidação dos territórios.
Além disto, uma vertente cultural difundirá elementos da
tradição, do folclore, do esporte e da zoologia.
B.
DESENVOLVIMENTO
Do ponto de vista da evolução militar, a temática
se desenvolverá em ordem cronológica, da seguinte forma:
a. Em ambientes que transmitam mensagens históricas será
realizada a exposição do acervo qualificado. Além
disto, será proporcionada a visualização do restante da
exposição utilizando-se uma ampla variedade de modernos
meios de difusão.
b. Para cada ambiente corresponderão idéias-força,
centradas nos efeitos do domínio da técnica e da ciência
sobre a evolução do modo de combater e na formação
histórica do País.
A
vertente cultural tem por finalidades:
a- Integrar todos os tipos de públicos;
b- Priorizar o aprendizado;
c- Revelar as atividades desencadeadas pelo subproduto
mais notável, o cavalo;
d- Estimular aptidões técnico-científicas.
C.
EXPOSIÇÃO DE LONGA DURAÇÃO
Os ambientes explorarão, na seqüência:
a.
As origens da Cavalaria
1) A definição semântica do termo CAVALARIA;
2) As razões da escolha do animal:
a- Evolução de raças;
b- Evolução do seu uso;
c- Seu emprego guerreiro e militar.
3) O surgimento dos acessórios para seu melhor
uso.
4) As implicações da atividade na evolução do
homem no período.
b.
A Cavalaria no Brasil
1) Período Colonial
a) Do ponto de vista militar:
1 - Primeiras tropas lusitanas de cavalaria;
abordando:
- Seus animais;
- Seus uniformes, armamentos e arreamento;
- Sua distribuição no território;
- Suas missões;
2 - As unidades herdeiras.
3 - Organizações improvisadas para a consolidação
da conquista territorial brasileira.
b) Do ponto de vista zoológico:
1 - As raças importadas;
2 - Os cruzamentos;
3 - A criação eqüina.
Idéias-força
do Período Colonial:
1 - O surgimento do espírito de nacionalidade.
2 - A adequação do uso do cavalo para emprego
militar na conquista e lutas pela consolidação do território
brasileiro, principalmente no NE, L e S.
3 - O uso do cavalo no comércio de trocas, na
penetração do território, na caracterização de estilo
de vida no sertão nordestino e no pampa gaúcho.
2) Período Reino-Império
a) Do ponto de vista militar
1 - Armamentos e táticas peculiares;
2 - Procedimentos importados;
3
- Procedimentos autóctones (do gaúcho, do indígena e o
dos Corpos Provisórios do RS).
4 - O desenvolvimento dos uniformes nacionais;
5 - O surgimento do gaúcho.
b). Do ponto de vista zoológico
1 - As coudelarias;
2 - O cavalo crioulo.
Idéias-força:
1 - Emprego
militar sistematizado
2 - Os centros acadêmicos militares e seu papel
irradiador na educação nacional;
3 - A força militar como instrumento definidor da
nacionalidade e meio para a solução das pendências
territoriais surgidas em Tordesilhas (os exemplos épicos
e personagens
do período);
4 - Ensaios de seleção de raças eqüinas.
3) Período Republicano
a) Do ponto de vista militar:
1 - As influências das
grandes potências militares;
2 - Surgimento da
doutrina nacional;
3 - Equitação nos quartéis
vai além dos muros;
4 - Os 20 anos de mudanças;
5 - Blindados;
6
- Novas especializações militares;
7 - Moto-mecanização;
8 - Equitação;
9 - Aviação militar;
10 - As unidades Hipomóveis;
11 - Mudanças originadas na II G M;
12 - Indústria Bélica;
13 - A cavalaria pára-quedista;
14 - As unidades históricas.
b) No
Esporte e Zoologia:
1
- A introdução do pólo;
2
- A difusão do pólo, do salto e adestramento;
3
- Os grandes expoentes da equitação no meio
militar;
4
- A projeção do País no esporte eqüestre;
5
- Seleção de raças, novo papel das coudelarias.
Idéias-força:
1- A consolidação da estrutura militar e sua
influência no fortalecimento educacional (Escolas
Regimentais, CPOR, IME...);
2 - A difusão do esporte eqüestre: novo impulso
à seleção de raças, projeção mundial do Brasil;
3 – A evolução do parque fabril.
c.
A Tradição Gaúcha
O Museu contará com espaço destinado à
apresentação da evolução das tradições, as quais
foram forjadas sobre o nobre amigo.
Distribuição do Espaço