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Asilo
de Inválidos da Pátria (na ilha do Bom Jesus) onde foram depositados os
restos mortais de Osorio. Logo após o seu falecimento.
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Igreja
da Santa Cruz dos Militares (Rua 1° de Março), onde durante cinco anos
repousaram os restos mortais de Osorio, até a sua transferência para o
Monumento na Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro. |
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Estátua
Eqüestre do Monumento da praça 15 de Novembro, onde repousaram os restos
mortais de Osorio até o seu translado para o Rio Grande do Sul. |
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O
General Osorio deixa o Rio de Janeiro |
Delcy G. Doubrawa
Os restos
mortais do Marechal Manoel Luis Osorio foram
exumados a 19 de novembro, dia da Bandeira, de seu panteão
na praça XV de Novembro, no centro do Rio de Janeiro.
Era o inicio da primeira fase de sua volta solene ao Rio
Grande do Sul, onde ficarão depositados no Parque Histórico
Marechal Manoel Luis Osorio, no município de Tramandaí,
local em que se encontra a casa simples em que nasceu,
em 8 de maio de 1808.
Em manhã chuvosa, a comissão de exumação,
presidida pelo coronel Paulo Dartanham Amorim e presente
o representante da família Osorio, Dr Luis Alfredo
Osorio de Castro, tetraneto do marechal, mandou afastar
a lapide tumular, abrir ataúde e recolher em urna funerária
os ossos encontrados e em uma caixa apropriada os demais
despojos, entre os quais a espada e as condecorações
militares. Na oportunidade foi celebrado breve culto
religioso, do qual participaram todos os presentes,
inclusive o Gen Ex Rubens Bayma Denys, comandante
militar do leste.
Em cerimônia militar na Praça XV de Novembro,
no dia 1º de dezembro, os restos de Osorio, em procissão,
foram levados, através do Arco do Teles, pela Travessa
do Comércio e rua do Ouvidor, até a Igreja de Santa
Cruz dos Militares. O toque de clarim, o coro das
meninas da Fundação Osorio, as salva de artilharia e o
repique de sinos das igrejas emocionaram os presentes
entre os quais estavam o vice-governador do estado,
altas autoridades militares e representantes de
ex-combatentes, da família Osorio, alem de militares da
ativa e da reserva das Forças Armadas.
O cortejo fúnebre, com o esquife conduzido a braços
por cadetes da AMAN, fez os participantes regredirem no
tempo ao século passado, ao se deslocar pelos estreitos
logradouros do rio antigo, com os velhos prédios
ornados nas sacadas com flâmulas e bandeirolas. A banda
de musica entoava musicas sacras, vindo logo atrás a
Irmandade de Santa Cruz dos Militares, trajando a opa
vermelha. Sobre o caixão a espada de Osorio, banhada de
outro. O velho calçamento de pedras irregulares
moderava o passo do cortejo. Nas portas e janelas dos prédios
das imediações todos assistiam em silencio a cerimônia
impregnada de civismo.
Na igreja, foi rezada missa solene. Por sugestão
do Cel Darvin Szechir, membro da irmandade, abrindo o
precedente histórico, Osorio foi proposto e logo aceito
como membro da Ordem, sendo o juramento, em seu nome,
proferido pelo diretor do Arquivo Histórico do Exército.
No dia seguinte, 02 dez, os restos de Osorio foram
levados para o Comando Militar do Leste, ficando exposto
a visitação pública no saguão de entrada do Palácio
Duque de Caxias, em câmara ardente, com exposição de
peças do acervo da Casa de Osorio, sua espada e
condecorações. A urna foi transportada em carro
blindado urutu, escoltado por um piquete de Cavalaria
com animais de pelagem tordilha, vindo logo atrás do
carro, conduzido a cabresto, um alazão encilhado
representando a ausência do cavaleiro. Soou o toque
“Ai vem Manoel Luis!”
Antes de deixar pela ultima vez o Rio de Janeiro,
os restos do Marquês do Herval foram homenageados pelo
governo do estado, no palácio Guanabara, onde ficaram
em câmara ardente até o deslocamento para o aeroporto,
no dia 05 dez. Em avião da FAB, domingo, partiram os
despojos para Pelotas (RS), onde Osorio morou durante
algum tempo, teve propriedade e deixou descendentes
radicados. Começa então a se desenvolver outra fase do
translado, com desdobramento nas cidades de Porto Alegre
e Tramandaí, através deslocamentos rodoviários,
lacustre e aéreo e com concentrações e cerimônias
civico-militares, até seu repouso definitivo, no Parque
Histórico Marechal Manoel Luis Osorio.
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Auto
de Exumação |
Às nove horas do dia dezenove do mês de novembro do ano
de mil novecentos e noventa e três, nesta cidade do Rio
de Janeiro, no monumento publico Panteão de Osorio,
localizado na Praça XV de Novembro, se reúne à comissão
nomeada pelo Excelentíssimo Senhor General de Exército
Rubens Bayma Denys, Comandante Militar do Leste, sendo
presidida pelo Coronel de Cavalaria QEMA Paulo Dartanham
Marques de Amorim, Diretor do Arquivo Histórico do Exército,
e constituída pelo Cel Inf R/1 QEMA Delcy Gorgot Doubrawa, pelo primeiro tenente QAO ADM G Gil de Moraes e
pelo segundo tenente R/2 Renato Bastos Mendes da Silva,
todos do Arquivo Histórico do Exército, para proceder a
exumação dos restos mortais do Marechal Manoel Luis
Osorio, Marquês do Herval, tendo em vista o futuro
translado dos mesmos para o Parque Histórico Marechal
Manoel Luis Osorio, no município de Tramandaí, no Estado
do Rio Grande do Sul. Estavam também presentes ao ato o
Senhor Doutor Luis Alfredo Osorio de Castro, tetraneto do
Marechal Manoel Luis Osorio, o Major Euclides José da
Silva, capelão do Comando Militar do Leste, o primeiro
tenente Lindemberg Freitas Muniz, capelão da 1ª Região
Militar, o Doutor Rubens Janini, médico legista do
Hospital Central do Exército, o terceiro sargento
Alexandre Fernandez da Costa, do Hospital central do Exército,
o Doutor Paulo Francisco Rodrigues, administrador do Cemitério
São Francisco Xavier, o cabo Marcos Paulo Gonçalves de
Araújo, o soldado Leonardo Reis da Silva e o soldado Antônio
Marcelino de Araújo, todos do Arquivo Histórico do Exército.
Mandou então o senhor presidente da Comissão que
fosse retirada a lapide funerária de mármore branco com
a inscrição ATHAUDE DO MARECHAL MANOEL LUIS OSORIO,
MARQUÊS DO HERVAL – 4
DE OUTUBRO DE 1879, contendo lapidado ainda o
escudo d’ armas do Marquês do Herval, e que pelo médico
legista fosse redigido um laudo pericial relativo ao
estado em que foram encontrados os restos mortais
exumados, laudo este anexado ao presente auto. Foram
encontrados fragmentos em decomposição de uniforme
militar, de bordados, de botas, de dragonas e franjas e de
botões dourados. Foram recolhidos em estado razoável de
conservação:
-
um par de esporas;
-
uma espada de serviço de oficial general; e
-
as seguintes medalhas e condecorações militares:
·
Medalha da Campanha do Uruguai e de Buenos Aires
(1852);
·
Medalha da Campanha do Uruguai (1865);
·
Medalha da Campanha do Paraguai (1870) com passador
de ouro número 4;
·
Placa de Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul;
·
Medalhão pendente da faixa de Grã Cruz da Ordem
do Cruzeiro do Sul;
·
Medalha de Oficial
da Ordem da Rosa;
·
Placa de Grã Cruz da Ordem da Rosa;
·
Placa de Grã Cruz da Ordem de Cristo;
·
duas Medalhas da Ordem de Aviz (Cavaleiro ou
Oficial);
·
Medalha pendente da faixa de Grã Cruz da Ordem de
Aviz; e
·
Placa de Grã Cruz da Ordem de Aviz.
Reunidos os ossos em urna funerária e os demais
despojos em caixa apropriada, na presença de todos os
assistentes o Senhor Coronel Dartanham, Presidente da
Comissão, pronunciou uma alocução em que destacou o
significado histórico daquele momento cívico e
reverenciou a memória do ilustre soldado brasileiro que
veio a se tornar patrono da Arma de Cavalaria do Exército
Nacional, pedindo, a seguir, que os capelães militares
conduzissem um culto religioso do qual participaram,
respeitosamente, todos os presentes. A seguir, com a
presença do Excelentíssimo Senhor General de Exército
Rubens Bayma Denys foram os restos mortais
transferidos para o Quartel General do Comando
Militar do Leste até serem translados para o Parque Histórico
Marechal Manoel Luis Osorio, no estado do Rio Grande do
Sul. Deu-se assim por concluída a exumação, sendo em
conseqüência lavrada está presente ata que vai assinada
por todos os membros da comissão para isto nomeada. Paulo
Dartanham Marques de Amorim – Cel Cav QEMA; Delcy Gorgot
Doubrawa – Cel Inf R/1 QEMA; Gil de Moraes – 1º
tenente QAO ADM G; Renato Bastos Mendes da Silva – 2º
Ten R/2.
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Em
1º de dezembro do ano de 1993, deu-se início ao
solene translado dos restos mortais do Marechal
Osorio, até então guardados na praça XV, na
cidade do Rio de Janeiro-RJ. Com a manifestação
favorável dos descendentes do grande patrono da
Cavalaria e com autorização do Ministério da
Cultura, o traslado teve início na capital
fluminense com o embarque do ataúde na corveta
Bahia da Marinha de Guerra do Brasil. No Rio
Grande do Sul passou pelas cidades gaúchas de
Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre. Finalmente, na
manhã de 11 de dezembro daquele ano, o toque do
clarim anunciava a chegada de Manoel Luis Osorio,
nas proximidades da casa onde nasceu, já no
interior do Parque Histórico. Após celebração
de missa campal, os restos mortais de Osorio, o
legendário, foram depositado no jazigo, para
descansar eternamente no seu torrão natal. |
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Memorial
de Osorio, localizado no Parque Histórico
Marechal Manoel Luis Osorio - RS, local onde
atualmente repousam os restos mortal do Marechal
Osorio. |
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